Cartaz: Índice Médio de Felicidade (Joaquim Leitão, 2017)

Estreia: 31 de Agosto de 2017

Comentário: Brandos Costumes (Alberto Seixas Santos, 1974)

Um retrato a quente do regime recém-defunto erigido por Salazar, e que lhe sobreviveu. Será S. o protagonista deste filme? Ele aparece em documentos de arquivo, mas o seu discurso permeia todo o filme, as personagens abrem a boca e S. ressuscita. Um filme essencial. (DVD 25 de Abril 30 Anos) VC 3/5

Cartaz de estreia: Paula Rego, Histórias & Segredos (Nick Willing, 2017)

Paula Rego, Secrets and Stories (Nick Willing, 2017)
Estreia: 6/4/2017

Comentário: Paula Rego, Histórias & Segredos (Nick Willing, 2017)

Paula Rego, Secrets and Stories, 2017
Um excelente documentário sobre a vida e a arte de Paula Rego. Mas também é um retrato impressionante, na primeira pessoa, sobre a mulher na sociedade salazarista (salazarenta). A vida desta mulher, as suas ideias e o seu comportamento, não couberam na sociedade fechada e bolorenta do Estado Novo. Exilou-se em Inglaterra e de lá fez uma obra marcada pela vivência traumática portuguesa. VC 4/5

Comentário: Eldorado XXI (Salomé Lamas, 2016)

Paisagens noturnas, paisagens agrestes, rostos fechados, relatos de miséria, sonhos: de tudo isso é feito a vida nas minas de La Rinconada, no Peru. O olhar de Salomé Lamas é etnográfico e é inteligente, mas era escusado aquele plano inicial de cerca de uma hora. Uma prova para o espectador, uma razão (pessoal) para nunca mais voltar a ver o filme. PV cinema Garrett 2/5

Comentário: Perdidos (Sérgio Graciano, 2017)

Os filmes industriais portugueses, de produtor (no caso Leonel Vieira), são mais raros do que os filmes de autor (realizador) e injustamente ignorados (e por vezes vilipendiados) pela crítica e público bem-pensantes. Para quê bater num cinema que é minoritário e nunca anda a passear pelos festivais? Eu prefiro ver, mesmo que seja para confirmar que as coisas não correm bem para os lados do cinema mainstream. Perdidos é um remake (disseram-me) de um filme estrangeiro, sobre uns amigos que ficam perdidos em alto-mar, junto ao barco deles, mas para o qual não podem subir. Ou seja, Leonel Vieira aposta num thriller de apelo popular (com atores de telenovela) e realização eficaz mas apenas funcional, para fugir um pouco ao monopólio das comédias. Mas são estas que atraem o grande público. PV Garrett 2,5/5

Cartaz: Perdidos (Sérgio Graciano, 2017)